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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Férias de Julho com a garotada!

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/07/noticias/especiais/898422-viaje-nestas-ferias-so-que-sem-sair-de-casa.html


Viaje nestas férias, só que sem sair de casa

Livros, videogame e filmes deixam o período muito divertido. Na semana em que começa o descanso escolar, fomos às ruas para levantar dicas imperdíveis para as crianças

Leonardo Soares - gazeta online





Betina Tosta, Natalia Tosta(com o livro Rio), Denise Faria e Luiza Faria (com o livro Ela disse, ele disse). Férias
As mães Betina Tosta e Denise Faria, e as filhas Natalia Tosta e Luiza Faria. Livros para as férias


De fevereiro a junho, os pequenos contam as horas para a chegada do recesso escolar. Mas engana-se quem pensa que o período de férias só é proveitoso quando a família arruma as malas para viajar. Para incrementar a programação até mesmo dentro de casa, quando os pais não estão de folga no trabalho, basta ter um pouco de criatividade.


E nem precisa ir longe, como mostra a terceira reportagem da série Férias!, que o Gazeta Online preparou para esta primeira semana do recesso das escolas públicas.


Livros, videogame e filmes, por exemplo, deixam o período muito divertido. Natália Tosta, de 8 anos, já decidiu. Nessas férias ela não quer saber de parquinho ou de viagem. Vai fazer o que mais gosta. "Eu gosto de ler livro e ver televisão. Essa semana estava lendo o Almanaque do Maluquinho", conta.


Sua amiguinha, Luiza Faria, faz coro. As duas foram encontradas pela reportagem numa livraria da Capital, com as mães. "Ela adora, adora e adora. É o que ela mais gosta. Ela troca qualquer loja de brinquedo por uma livraria. E isso é assim há muito tempo", diz a mãe de Luiza, Denise Faria. "Hoje foi escolha dela. Eu falei para escolher um presente de madrinha e ela quis vir à livraria. Eu estou adorando", complementa Betina.


Histórias como essa de mães e filhas em busca de livros e filmes para as férias se repetem todos os dias no trabalho de Luana Nascimento. Como vendedora, ela precisa "rebolar" para entender tudo o que diz respeito ao gosto das crianças. "Precisa entender de tudo um pouquinho. Desenhos que você nunca viu na vida, você precisa ver para poder explicar para a criança. É bom que a gente também aprende, e acaba voltando a ser criança", explica.


Voltando a ser criança diariamente, a vendedora está por dentro das novidades em livros para o mês de julho. A primeira opção é para menino. "Diário de Um Banana" é sobre um menino estudioso, mas que vive afastado da turma. No último capítulo, é a própria criança quem escreve no diário. Para as meninas, a novidade do mês é o livro "Garotas da Rua Beacon". É uma série com 11 livros. São histórias de moda, do primeiro namoro. É um livro bastante procurado, segundo ela.


Saindo das páginas dos livros e entrando na tela dos videogames, também há opção para quem gosta de jogos eletrônicos, seja menino ou menina. Para as pequenas, há o jogo do filme Enrolados, que é um joguinho de aventura. Outra novidade é o jogo do Harry Potter em Lego. Os famosos bloquinhos de montar que fizeram parte da infância dos pais, agora se juntaram às aventuras do bruxinho mais famoso do cinema, e caíram de para-quedas nos games. Lembrando que o Gazeta Online também possui uma página de games para jogar na internet. É só acessar e se divertir.


Pipoca e guaraná


Mas não é só de videogame que se resume a programação em casa durante as férias. Quando vem da cozinha o cheirinho de pipoca, nada melhor que assistir a um bom filme. Acompanhado de um guaraná, é claro. Nas locadoras, o movimento começa a aumentar e a expectativa é grande com as locações de filmes infantis durante todo o mês de julho.
Helen Soares de Souza é gerente de uma locadora de filmes localizada em Jardim da Penha, Vitória, e já tem uma lista decorada na mente quando alguém chega e pergunta quais filmes o estabelecimento tem para criança. As apostas para este ano são cinco produções: Esposa de Mentirinha, Enrolados, Mega Mente, Vovozona 3 e o sucesso Rio (veja resumo dos filmes no fim da matéria), que assim como ocorreu nos cinemas, também deve ser muito procurado nas prateleiras das locadoras. E para não decepcionar o público - que é exigente - a saída é preparar um 'arsenal'.


"O filme Rio é a grande aposta das férias escolares. E como a gente já sabe que a procura vai ser grande por este filme, nós garantimos 33 cópias, para que ninguém fique sem assistir". Entretanto, ter muitas cópias não significa que os pais vão encontrar uma delas 'dando sopa' a qualquer hora em que for procurar. "Eu espero que no final de semana, pelo menos, as pessoas venham correndo se quiserem assistir Rio. Porque dependendo do dia, talvez não encontre para alugar", alerta.


Pensando em garantir a diversão das crianças e da família toda, as locadoras também apostam em promoções para que os clientes levem para casa mais filmes e permaneçam com eles por mais tempo. É comum ver ofertas como 'leve cinco filmes e fique cinco dias com eles'. Mas os lançamentos têm um tratamento especial, segundo Helen. "Nesse tipo de promoção os lançamentos não entram, porque é muito tempo para ficar com o filme em casa".


E quando houver um tempinho para sair de casa e ver um filme no cinema, o que não falta é opção de filmes para criança na telona. A programação das salas está repleta de produções para atender ao gosto exigente do público mirim. Quer ver as opções? Entre na página de cinema do gazetaonline, escolha o filme, a seção e divirta-se.

Reportagem Filhos Únicos

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/11/557068-geracao+filho+nico++agora+menos+mimados.html

"geração FILHO ÚNICO": agora, Menos mimados


A Gazeta

Elaine Vieira
evieira@redegazeta.com.br


A (má) fama dos filhos únicos vem de longe. O americano G. Stanley Hall (1844-1924), um dos pais da psicologia infantil, chegou a afirmar que "ser filho único é uma doença". Foi assim que a imagem de crianças isoladas, dependentes, mimadas, consumistas, egoístas e autoritárias chegou até o século XXI, atormentando pais e pressionando-os a aumentar a prole.


Mas esse estereótipo não corresponde mais à realidade, asseguram os especialistas. Em boa parte porque, se até algumas décadas atrás era estranho ter apenas um filho, hoje os filhos únicos são maioria.


No Espírito Santo, segundo o Instituto Jones dos Santos Neves, o número de casais com um filho aumentou de 19,9% em 2003 para 23% em 2008, fazendo com que esse tipo de família alcançasse a primeira posição no ranking, deixando para trás os casais com dois filhos.


Com a mudança da estrutura familiar, pais e educadores também estão aprendendo a lidar com os "únicos", principalmente para mostrar que eles não são tão exclusivos assim.


Vantagens
"Se você ensiná-lo a dividir as coisas desde pequeno, a saber ouvir e a ter educação, ele vai se desenvolver como qualquer outra pessoa. E com uma vantagem: ele teve a oportunidade de ter tudo do bom e do melhor", ensina a psicóloga Ceres Araújo, autora do livro "Pais que educam - uma aventura inesquecível".


A maior preocupação dos pais de filho único é não mimá-los, mas os mimos não têm só o lado ruim. "Se a atenção exclusiva em excesso pode prejudicar os filhos únicos, bem dosada ela torna as crianças mais seguras. A tendência é que filhos de famílias menores tenha a autoestima bem desenvolvida, já que são reconhecidos em tudo o que fazem", aponta a terapeuta familiar Roberta Palermi.


O que não dá, alerta a especialista, é para tentar compensar uma culpa mal-resolvida sua - pela opção ou possibilidade de ter apenas um filho - prejudicando o desenvolvimento da criança.


Experiência feliz contada em livro e site


A angústia de ter e criar um filho único é tanta que o tema já virou até livro e site nos Estados Unidos. O casal Carolyn e George White, que sonhava com uma família grande mas não conseguiu ter mais de um filho, criou, há mais de 10 anos, o site Only Child (www.onlychild.com). O sucesso foi tanto que o casal também escreveu um livro com o mesmo nome, que, até hoje, é campeão de vendas. Para Carolyn e George, as principais dúvidas dos pais são sobre como agir na educação do filho único e o que dizer quando ele pede um irmãozinho. No fórum aberto no site, muitos pais mandam comentários, preocupados em não superproteger os filhos e criar os temidos monstrinhos de que tanto se fala.


Papel do irmão pode ser transferido


Se você decidiu ter apenas um filho, pode dar a ele outras oportunidades de se socializar. Os primos, os coleguinhas da escola e os meio-irmãos - filhos do padrasto ou da madrasta - podem ter o mesmo papel.


"O importante é que a criança vivencie a coletividade. Para crescerem saudáveis, crianças precisam, sim, de contacto com outras crianças, mas não necessariamente um irmão", destaca a psicóloga Ceres Araújo.


E um dos melhores lugares para vivenciar essa troca é a escola. "Um ponto positivo é que as crianças estão indo cada vez mais cedo para a escola, o que aumenta sua capacidade de socialização", aponta.


Para Ceres, uma boa dica é ampliar essa convivência com os coleguinhas da escola. "Muitas famílias já tiram até férias juntas, assim, tanto as crianças quanto os adultos ganham companhia", sugere a especialista.


Segundo ela, os pais não devem se preocupar com a pressão externa para ter mais filhos. "Eles não podem se sentir culpados pela opção que fizeram, na maior parte das vezes, pensando no benefício do seu filho".


Escola ajuda a aprender a dividir


Logo que casaram, a funcionária pública Betina Berger de Almeida, 32, e o supervisor comercial Fabrício Tosta, 33, tinham um sonho: uma casa cheia de filhos.

Mas assim que a esperta Natália, 7 anos, começou a aprontar das suas, eles criaram coragem e decidiram: um é mais do que suficiente.

Decisão tomada, o difícil agora é ensinar Natália a dividir, e não deixar que ela se sinta a dona da casa. "Além de filha única, ela foi a primeira neta, a primeira sobrinha. Todo mundo contribuiu para deixá-la um pouquinho mimada", confessa Betina.

Mas, só mãe e pai sabem o quanto é difícil resistir ao impulso de fazer todas as vontades da princesinha da casa. "A gente tem que se policiar o tempo todo, pois a vontade é mesmo de dar tudo aquilo a que não tivemos acesso quando criança. Mais do que fazê-la feliz agora, tenho que me preocupar com o que ela vai se tornar no futuro", ensina a mãe, ciente de sua responsabilidade. Para ela, a escola ajuda muito nesse processo. "Lá, ela entende que, apesar de ser muito especial para a família, no mundo ela é só mais uma e deve seguir as regras como todos. E que até o bolo de chocolate - coisa de que ela mais gosta - precisa ser dividido", destaca a Betina.



Casa cheia não garante boa educação


Mesmo com a casa cheia, se você não prestar atenção na relação que tem com seus filhos - e eles com os irmãos -pode criar pequenos tiranos, egoístas e mimados.


Para a terapeuta familiar Roberta Palermi, é preciso incentivar o convívio e a troca de experiências entre irmãos. "Há famílias que mal se vêem, em que não há diálogo, assim, tanto faz ter ou não irmãos", destaca.


Segundo ela, a "síndrome do filho único", ao contrário do que o nome diz, pode acontecer também em famílias maiores. "Na mesma casa, podem existir dois ‘filhos únicos’: um mimado pela mãe, outro, pelo pai. Isso ocorre quando pais e filhos não conversam entre si", explica.


Para evitar que isso aconteça, é importante que os pais interfiram no relacionamento dos irmãos, ajudando a solucionar problemas, se necessário.


Para minimizar as eternas brigas entre irmãos, a especialista indica que os pais conversem com o mais velho. "Explique que o papel dele é apoiar e aconselhar o irmão. Ele não é o pai, portanto, não manda na vida do mais novo", frisa.